PEAC

Reunião com IBAMA define funcionamento e composição do Conselho Gestor

19 de setembro de 2018
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Momento de homenagens a Dona Dijé, conduzido pela conselheira Patrícia de Jesus

Homenagear e agradecer as guerreiras e guerreiros dos povos e comunidades tradicionais são atos coletivos plenos, pois se reconhecem em nossas antepassadas e antepassados a força para continuar a labuta diária e a certeza de que a trajetória da luta continua. Foi assim, com homenagens a Dona Dijé, que a terceira reunião ordinária da 5ª Gestão do Conselho Gestor do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (PEAC) teve início, na última sexta-feira, dia 14 de setembro. O encontro aconteceu nos dias 14 e dia 15, em Aracaju.

Maria de Jesus Ferreira Bringelo – a Dona Dijé – era uma liderança quilombola do Maranhão, referência para os povos e comunidades tradicionais de todo o Brasil. Uma das fundadoras do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Babaçu, ela teve uma vida dedicada à luta quilombola e da preservação da mata, dos igarapés e dos rios.

Após as homenagens, o Conselho Gestor iniciou os trabalhos com uma conversa por meio de videoconferência com a representante do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Cecília Barbosa, no qual foram abordados temas relacionados o funcionamento e a composição do Conselho.

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A representante do IBAMA, Cecília Barbosa, participou da reunião por meio de videoconferência

De acordo com Cecília, a ideia é que as comunidades e os povos tradicionais se apropriem e se envolvam mais nas atividades do PEAC. “É necessário que as comunidades estejam representadas, mesmo que em alguns casos os conselheiros não estejam presentes. Se alguma comunitária ou comunitário tiver a oportunidade e interesse, ele deve sim participar das reuniões do Conselho”, alega.

Em seguida, a conversa teve como ponto principal a discussão sobre as próximas Feiras Culturais, que são realizadas pelo Conselho Gestor. Na ocasião, os representantes opinaram e deram sugestões de como as próximas feiras podem potencializar ainda mais as comunidades e povos tradicionais. conselheira Patrícia de Jesus acrescentou com propostas que valorizam as vozes das pessoas que vivem nas comunidades e que constroem as feiras. “Precisamos divulgar mais quem participa das feiras, que são as marisqueiras, os quilombolas, os pescadores, as mangabeiras e outros povos. Além disso, é necessário divulgar as pautas dessas pessoas e movimentos e destacar seus trabalhos”, argumenta Patrícia, que também é Catadora de Mangaba, de Barra dos Coqueiros.

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No segundo dia de reunião as discussões foram relacionadas às compensações

Outra sugestão veio da Conselheira de São Cristóvão, Luana Santos. “Podemos fazer um desfile da beleza negra que reforce o que é feito nas comunidades, como o artesanato, as biojoias, as bolsas, entre outros elementos”, destaca. A próxima Feira está prevista para novembro, com o tema ‘Novembro Negro’.

Já no sábado, dia 15, os participantes focalizaram na discussão sobre as situações das compensações exigidas pelo licenciamento ambiental das comunidades costeiras.

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