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PEAC realiza Oficina de Comunicação com o Movimento de Marisqueiras de Sergipe

2 de julho de 2019
Marisqueiras cantando seu hino no começo da oficina.

Marisqueiras cantando seu hino no começo da oficina.

A ação foi realizada no dia 19 deste mês junto ao  projeto de Fortalecimento Sociopolítico das Marisqueiras e Equipe de Educomunicação, no centro comunitário do povoado Pedra Furada, em Santa Luzia do Itanhy (SE). A ideia da oficina surgiu das integrantes do Movimento das Marisqueiras de Sergipe (MMS) com o objetivo de facilitar a sua comunicação.

A metodologia proposta foi o “Rio do Tempo” que busca a valorização e reconstrução coletiva das memórias do movimento, com o objetivo de relembrar os passos que já foram dados e os que ainda virão a ser. Priscila, representante da Equipe de Educomunicação, conduziu o encontro:“Quais são os momentos que estão na capa da nossa memória? Como cuidar da memória, resgatá-la, e pensar o que a gente fez para chegar onde está.”, questiona. 

Condução da oficina (Priscila da equipe de educomunicação e a Marisqueira Gilsa)

Condução da oficina (Priscila da equipe de educomunicação e a Marisqueira Gilsa).

Esse método também foi escolhido pela presença e importância do rio na vida dessas mulheres, como afirma a marisqueira Gil: “O rio é a nossa vida. É a nossa sobrevivência.” e a Nice “O rio ele tá na memória da mulher marisqueira e pescadora desde que se entende por gente.”

A oficina começou com o pedido que as marisqueiras cantassem músicas que recordam sua infância ou memórias da sua vida. No exercício, elas puderam se conectar através das suas cantigas, muitas dessas maternais, que trouxeram o sentimento de afeto e união feminina para o espaço.

Após esse momento, foi posto um tecido azul no centro que representou o rio e em seu curso foram posicionados os objetos trazidos pelas marisqueiras que representam suas memórias do MMS, como também foram colocadas tarjetas e fotos com ações das marisqueiras de acordo com a ordem cronológica do movimento.

Momento de afeto durante o resgate das memórias.

Momento de afeto durante o resgate das memórias.

 

No fluxo do rio o objetivo era resgatar o nome de pessoas que têm importância na história do movimento, sentimentos expressos e elementos de vínculo afetivo e de organização que sustentam as marisqueiras. Depois desse reconhecimento, foi pensado sobre os “desaguamentos” desse rio, como falou a Marisqueira Gilsa “A água não fica parada, o rio tem que fluir.” 

Rio do tempo e as marisqueiras.

Rio do tempo e as marisqueiras.

A partir da memória foram discutidos novos encontros e estratégias de fortalecimento do movimento e da sua comunicação.

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