PEAC

Conselheiros discutem futuro do Conselho Gestor em Grupo de Trabalho

22 de maio de 2017

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No dia 20 de abril, uma quinta feira, membros do Conselho Gestor do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (PEAC) participaram de um Grupo de Trabalho (GT) para discutirem os rumos do projeto. As discussões foram orientadas pelo questionamento: Qual o papel que o Projeto do Conselho Gestor cumpre como medida de mitigação aos impactos da indústria do petróleo?

Na oportunidade os conselheiros fizeram um levantamento dos principais problemas encontrados no desenvolvimento de suas atividades. Desmotivação das comunidades, falta de esclarecimento, relacionamento fraco entre conselheiros e comunidades e a necessidade de formação constante foram algumas das fragilidades encontradas em algumas comunidades representadas.

Para Adilma Gomes dos Santos, moradora da comunidade Boca do Rio – Farolândia em Aracaju, representante do Conselho Gestor no município, é fundamental que o Conselho Gestor mude os rumos, mas com o objetivo de fortalecer a organização comunitária. “Nós temos que trabalhar dentro das comunidades! O que precisamos é preparo, de conhecimento e de nos apropriarmos da Educação Ambiental no licenciamento, estamos começando hoje essa discussão e temos que avançar no sentido de amadurecermos uma nova forma de organização que não prejudique as comunidades”, avalia a conselheira.

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Adilma destacou a importância de toda a formação que recebeu no PEAC através de sua participação na 3ª e 4ª gestão do Conselho Gestor, e reconheceu que os conselheiros da quarta gestão têm “um chapéu” de conhecimento, mas que esses conhecimentos precisam se transformar em ações efetivas de empoderamento e organização social das comunidades.

Seu Antonio Costa de Souza, morador da comunidade de Cajazeiras e conselheiro do município de Santa Luzia do Itanhy, levantou a questão de que novos direcionamentos para o Conselho Gestor do Programa ainda não estão claros. “A gente tem que se perguntar como os conselheiros podem avançar nessas discussões, inclusive pensando nos rumos que nós ainda não enxergamos”, provocou o conselheiro.

Já Maria Elizabete Santos, conselheira de Itaporanga D’Ajuda, moradora da Ilha Mem de Sá, ponderou sobre a importância das discussões avançarem para a além das compensações. “As comunidades precisam tirar o foco da compensação e ir além nas reivindicações”, sentenciou Bete, como é conhecida em sua comunidade e no Conselho.

Os conselheiros discutiram ainda o atual formato do Conselho Gestor e o quanto esse formato apresenta dificuldades para se alcançar a organização comunitária nas bases. Os questionamentos se deram em torno da reflexão se o atual formato realmente fortalece as comunidades. Na reunião ficou encaminhado a continuidade do GT para a extensão das discussões, com data definida para o dia 11 de maio.

 

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